NOS AMIS PORTUGAIS
Símbolos
Ao anúncio da morte de Bin Laden pelo actual presidente dos EUA seguiu-se o esperado turbilhão informativo, com notícias por vezes contraditórias e sem pormenores, que dificulta sempre a análise.
Ainda assim, esta é a queda de um símbolo, da “encarnação do mal” para muitos ocidentais.
Exactamente o mesmo que significavam a “América”, os “cruzados”, o World Trade Center, para os seguidores do líder da Al-Qaeda.
Caídas as torres gémeas, o “american way of justice” exigiu, à boa maneira de Talião, “um símbolo por um símbolo”. Uma década depois, conseguiu-o. Mas a morte da representação máxima do extremismo islamita não dita, só por si, o fim do terrorismo a ela associado.
Consegue, isso sim, provocar movimentações imediatas nos mercados bolsistas, cambiais, no preço do petróleo, etc. Interrogações Esta morte pode até encerrar um capítulo, mas levanta várias questões.
Haverá uma alteração significativa na natureza, já de si difusa, do terrorismo islâmico?
Assistiremos a uma onda de ataques de retaliação?
Qual o impacto deste acontecimento na actual situação tumultuosa um pouco por todo o mundo muçulmano, nomeadamente nos países à volta da Europa?
Qual o efeito no seio das comunidades islâmicas que vivem na Europa e nos EUA?
As relações entre os EUA e o Paquistão, nomeadamente em termos de serviços secretos e de partilha de informações, estabilizar-se-ão?
Haverá mudanças na política de intervenção militar norte-americana e na presença de tropas em solo estrangeiro?
Por fim, terá Obama garantido – como parece – a sua reeleição?
Em História, tudo está sempre em aberto.
Editorial da edição desta semana de «O Diabo».
Ainda assim, esta é a queda de um símbolo, da “encarnação do mal” para muitos ocidentais.
Exactamente o mesmo que significavam a “América”, os “cruzados”, o World Trade Center, para os seguidores do líder da Al-Qaeda.
Caídas as torres gémeas, o “american way of justice” exigiu, à boa maneira de Talião, “um símbolo por um símbolo”. Uma década depois, conseguiu-o. Mas a morte da representação máxima do extremismo islamita não dita, só por si, o fim do terrorismo a ela associado.
Consegue, isso sim, provocar movimentações imediatas nos mercados bolsistas, cambiais, no preço do petróleo, etc. Interrogações Esta morte pode até encerrar um capítulo, mas levanta várias questões.
Haverá uma alteração significativa na natureza, já de si difusa, do terrorismo islâmico?
Assistiremos a uma onda de ataques de retaliação?
Qual o impacto deste acontecimento na actual situação tumultuosa um pouco por todo o mundo muçulmano, nomeadamente nos países à volta da Europa?
Qual o efeito no seio das comunidades islâmicas que vivem na Europa e nos EUA?
As relações entre os EUA e o Paquistão, nomeadamente em termos de serviços secretos e de partilha de informações, estabilizar-se-ão?
Haverá mudanças na política de intervenção militar norte-americana e na presença de tropas em solo estrangeiro?
Por fim, terá Obama garantido – como parece – a sua reeleição?
Em História, tudo está sempre em aberto.
Editorial da edição desta semana de «O Diabo».

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